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domingo, 28 de novembro de 2010

Curitiba - Roça Nova

Hoje, despedindo dos pedais do mês de novembro, rumamos para o túnel da linha férrea, localizado em Roça Nova, na cidade de Piraquara.

Como de praxe, saímos às 9hs, do Centro Cívico, passando por Pinhais e, na sequência, estávamos em Piraquara.
 Lá soubemos que o carro dos Flintstones foi arrematado por uma família daquela região e pudemos realizar um teste drive nessa inacreditável obra-prima da idade da pedra... hehehehe....




Rumando pelo Caminho Trentino, observamos a beleza das barragem que compõe o visual do percurso, bem como provamos as cansativas subidas que sempre dão o ar da graça.




 Na sequencia, chegamos ao esperado trevo que indicava nosso destino: Roça Nova.


 Com mais alguns kms de pedal, e uma serrinha sensacional, chegamos ao nosso destino final. O túnel era nosso!




No retorno, brindados com um espetacular vento contrário e um sol de fritar os miolos, rompemos os limites de Piraquara, Pinhais, chegando pela Victor Ferreira do Amaral, em Curitiba, às 14h20min.

Depois de 80km rodados cheguei ao meu lar, doce lar, às14h45min.

Créditos:
Fotos by: Leandro Hecko (www.ideiasolta.net)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Cicloturismo - Novo roteiro em Santa Catarina

Recebi do meu amigo Fernando Cicloviajante o mais novo roteiro para os apaixonados por cicloturismo. 
Denominado de Circuitos da Acolhida na Colônia  os trajetos que o compõe ficam entre as cidades de Anitápolis e Santa Rosa de Lima, no Estado de Santa Catarina.  

Os links são:


http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2010/11/26/famtour-inaugura-o-circuito-de-cicloturismo-acolhida-na-colonia/

http://acolhida.com.br/cicloturismo/

Vale a pena dar uma espiada, pois a região possui rara beleza e completa infraestrutura.

O trabalho realizado pela moçada é digno de aplauso!

Parabéns...

Fica a dica e boas pedaladas!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Curitiba - Morro da Palha

Domingo (14.11.2010) o grupo de pedal do Centro Cívico saiu para o mais hard dos pedais já realizado: Fomos para o Morro da Palha! Os aventureiros eram Douglas, Leandro, Cap. Nascimento, Ângelo, Maurício e Gabardo - o nosso amigo Pedro Colombiano não seguiu a tropa, por estar se recuperando fisicamente.


Saímos às 9h10min e, de cara, aquecemos os músculos nas subidas que levam até o Parque Tingui.

Pela Rua Justo Manfron fomos pedalando até o final do asfalto, isso já em Almirante Tamandaré. Na estrada de terra, na companhia do motoqueiros trilheiros, rodamos por mais alguns kms e paramos para a merecida paçoca com Água da Serra (delícia), na Vendinha da Canelinha. 




Na sequencia, seguimos para o Morro da Palha. Tudo ia bem até o nosso amigo Gabardo indicar uma antiga trilha, que também nos levaria ao morro, intitulada como Trilha da Carniça (renomeada por nós como a Trilha da Valeta). Desafio aceito logo de cara todos foram obrigados a carregar as bicicletas nas costas, já que a subida de boas-vindas da trilha retratava o que nos esperava pela frente.






Alguns metros adiante vimos que aquilo lá era uma verdadeira trilha para trekking, mas MTB jamais!. Simplesmente a força da água que desce do morro confeccionou na estreita trilha extensas e profundas valetas, algumas das quais com mais de 1,5 metros de profundidade.





Explorando um terreno tão hostil os tombos e escorregões foram inevitáveis (eu levei 3). Na mata fechada a presença de abelhas, a lama, os galhos caídos e a travessia de um rio desafiador completavam nosso caminho. Depois de mais de 1 hora andando e pedalando chegamos a um ponto onde a trilha não dava mais o ar da sua graça. Resultado: Estávamos perdidos!




Graças a espetacular memória do Gabardo - depois de pularmos a cerca (literalmente) para invadir uma fazenda - reencontramos nosso caminho que finalmente nos devolveu à civilização. Na verdade, esse caminho nos levou a um oásis, digo, uma pedreira desativada em Campo Magro - inundada por um suposto erro de exploração - que virou uma das paisagens mais insólitas que já presenciei.





Depois de algumas barrigadas no grande e lindíssimo lago, rumamos para o Bar do Paulo (Morro da Palha) e, com mais paçoquinha e refrigerante na veia, pegamos nosso caminho até Curitiba (isso já era 13h30min).

Na volta, com 40 km a percorrer, fomos brindados pelo pior retorno que já participei. Após 8 km de pura subida saímos de 740m de altitude e chegamos a 1060m. Uma lomba fodox inacreditável. O desgaste foi geral!

Chegamos em Campo Magro e, pela primeira vez, meu pneu furou. Troca realizada partimos para derradeiras lombas chegando na Av. Manoel Ribas, às 16h15min.





Passando pela região dos famosos restaurantes italianos, na subida do portal, foi a vez do Cap. Nascimento trocar seu pneu traseiro. Pit stop realizado e depois de muitas, mais muitas subidas, lama, poeira, visuais incríveis, mergulho, tombos e intenso cansaço finalizamos a aventura com 80 km pedalados,  às 17hs.


Esse dia vai ficar para a história como um dos pedais mais difíceis que participei! 

Mais detalhes: www.ideiasolta.net.


Fotos by: Leandro Hecko

sábado, 6 de novembro de 2010

Enfim, Graciosa!

Depois de muitos pedais realizados pela RMC (Região Metropolitana de Curitiba) confesso que um dos meus objetivos ainda não havia sido realizado: O pedal até Morretes, pela estrada Dom Pedro!

Seja pela história, seja pela beleza da natureza do circuito era um destino em que tinha especial intenção de
realizá-lo.

Finalmente, neste sábado (06.11.2010), fui presenteado! Apesar do tempo fechado em Curitiba, eu e meu amigo, Dr. Leandrão, saímos de Curitiba às 07h30min da manhã, com destino a Quatro Barras, nossa primeira parada. Após rodarmos por 45 min. logo estávamos degustando um café na padoca da cidade.


Despertos pela cafeína na veia fomos rapidamente para a estrada Dom Pedro II. 


Passando pela bifurcação, na saída de Quatro Barras, rodamos por mais alguns quilômetros e vimos como o visual desta estrada é realmente belíssimo, apesar das lombas, valeu a pena cada centímetro rodado!

Porém, uma nota extremamente triste deve ser revelada. O poder Público está prestes a assassinar o resto da estrada entre Quatro Barras e a  descida da Serra do Mar. O asfalto está por sufocar as históricas pedras por onde a comitiva de Dom Pedro II passou. Simplesmente as máquinas que lá estavam, sem piedade, despejavam toneladas de terra e pedra numa das estradas mais belas do Brasil; num dos trechos históricos mais belos do Paraná. Em suma, uma página de nossa história, muito em breve, estará inteiramente debaixo de toneladas de pedra e piche em prol do desenvolvimento insustetável

Eis a constatação que não poderia deixar de comentar e lamentar!  Mas nosso objetivo ainda não havia sido alcançado, apesar desta decepção,continuamos nossa trajetória, felizes pelo que nos esperava até Morretes.




Pedalando pela lama, cascalho, paralelepípedo, asfalto e passando por trechos e construções de rara beleza,  finalmente, chegamos ao trecho da descida da Serra do Mar, após rodarmos 43 km.
Com a janela se abrindo para o mar a felicidade foi contagiante e a descida alucinante. 

Aliás, a descida da serra estava fechada para os veículos de maior porte, em razão de uma competição da Federação Paranaense de Ciclismo, mas isso não impediu de descermos a histórica estrada em ritmo acelerado.
Passada a descida, logo estávamos em Morretes, prontos para as barrigadas no delicioso Rio Nhundiaquara.



Musculatura  refeita foi a hora de molhar as palavras e abastecer o estômago em Morretes. Afinal,com 78 km na bagagem ,merecíamos uma bela harmonização. Optamos por Original e Camarão! (hahahaha)

Um pedal histórico, por um dos trechos mais ricos do estado, realizamos neste sábado. O retorno foi de busão pela própria Graciosa (hehehe), com chegada em Curitiba às 18hs. 
Uma aventura fantástica, com imagens inesquecíveis - que só a bicicleta pode te proporcionar - foi possível usufruir.
Uma lição de como a ignorância do poder público é capaz de devastar um dos maiores potenciais turístico e histórico deste Estado!

Mais  detalhes: www.ideiasolta.net

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Anhaia, The Best!

Como dito anteriormente, no feriado do 02.11.2010, um grupo de pedal intitulado os Pedalaleiros de Curitiba se deslocou para Morretes, via Trilha do Anhaia. Saímos às 8h35min do posto da BR-277 (ao lado do Mercadorama) para o nosso desafio. O grupo era formado pelo Fabrício, Beto, Roger, Mark, Toto, Henrique, Laerte, Aliti, Walter (China), Gilberto e Douglas.




De início tivemos um pequeno problema: o pneu do China furou. Como tudo era festa e, com um pit stop digno de uma equipe Ferrari (apenas 7min), logo estávamos de volta à estrada, com destino ao famoso cafezinho grátis do pedágio.




Estávamos ansiosos para o nosso desafio, afinal poucas pessoas do grupo tinham descido a famosa trilha do Anhaia. 

No trajeto até o pedágio a presença de ciclistas na BR era frenético, muitos bikers aproveitaram o feriadão e o excelente tempo para realizar suas pedaladas. Aliás, aproveitei um dos pelotões dos Speedeiros para pegar uma carona no vácuo da galera. Rodei cerca de 12 km junto ao pelotão, chegando a fazer 45km/h sem maiores dificuldades. Uma experiência super bacana.

Chegando ao pedágio a galera se reagrupou, reabasteceu as energias e zarpou para o Anhaia.



Na descida da serra do mar mais um pneu furou, porém nada tirava o clima festivo que pairava sobre a galera.




Ainda, na descida da serra, pegar o vácuo era uma diversão à parte entre os bikers.

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Finalmente, ao passar pelo Viaduto dos Padres, fizemos o retorno, e chegamos a entrada da famosa trilha do Anhaia.  A felicidade e ansiedade foi geral!










Muitos comentários e impressões são ditos sobre essa trilha. Mas uma coisa é unânime, em todos eles, existe o aviso: tomem muito cuidado! De fato, a trilha é extremante perigosa, técnica e traiçoeira. As pedras soltas que compõe a estrada, as ladeiras e curvas fechadas que rasgam a mata exigem daqueles que se aventuram em descê-la a utilização de todos os sentidos do corpo. Um erro ou uma falha no equipamento pode ocasionar um estrago muito grande.






Infelizmente, um dos integrantes do nosso grupo (Gilberto) errou em umas das curvas e levou como lembrança do Anhaia 10 pontos no joelho e belos arranhões em toda a extensão do braço.


Graças ao bom Deus, depois de medicado - e do médico ter devolvido nosso amigo como uma Múmia (hahahahaha) - tudo não passou de um grande susto.







Brincadeiras à parte, o fato é que essa estrada é realmente muito perigosa, mas uma delícia de ser descida. Para quem nunca foi e gosta de uma aventura de pura adrenalina não deixem de conhecê-la. Simplesmente the best!.  


Passando pelo Anhaia, chegamos em Morretes para a esperada confraternização. O dia estava lindíssimo, o calor era um convite para a a esperada cerveja gelada. 
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Após procurarmos alguns locais para o bate-papo resolvemos reabastecer nossas energias no Bar e Restaurante Rota do Sol, próximo a pracinha de Morretes. O  ambiente é bem gostoso, a cerveja é gelada e possui uma comida muito saborosa, por um preço bem maneiro.






Depois de muito, mais muito peixe, camarão e cerveja consumidos  pela moçada era hora de retornar para a nossa casa com o Seu João da Van 

Colocamos as bikes desmontadas dentro do veículo e, juntamente com nossas parceiras, voltamos para a Capital, em ritmo de descontração, muitas risadas e belas lembranças na memória.








Enfim, após rodados 72 km, um feriadão perfeito, com muito pedal, adrenalina, sol, comida boa, risadas com os amigos e lembranças para a posteridade. Um dia para brindar a maravilha que é viver!


  

Por fim, o nosso amigo Mark passou alguns dados da nossa aventura, fornecidos pelo programa Nokia Sports Tracker.