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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Curitiba - Araucária - Mandirituba

Neste sábado (15) partimos para mais uma aventura sobre duas rodas. Dessa vez, a pegada foi para a região de Mandirituba e seus extensos estradões de terra.

A rota foi traçada pelo biker Pedro e a ideia era pedalar uns 70 km pela região de Araucária/Mandirituba.
Uma moçada animada aceitou o desafio e saímos da Igreja do Portão, às 8h30min, para a pegada.

Girando pela João Bettega, próximo ao Contorno Sul, o primeiro pneu furou. 



Na sequência, ingressamos na Rodovia das Araucárias e continuamos a pedalar até encontramos com a Rod. do Xisto (PR-476).








A perigosa e movimentada rodovia fez uma vítima quase fatal. O pneu do Cap. Nascimento foi incrivelmente atingido por um mega prego que conseguiu atravessar todo o rodado, mas milagrosamente não atingiu nenhum ponto vital, sendo ele remendado com a providencial fita isolante trazida pelo Pedrão.


Com a alta dada pelo borracheiro, na altura do posto policial da rodovia,  ingressamos à esquerda e começamos a girar pela estrada de terra. Meu ciclocomputador - como dos demais que saíram pedalando desde o Cabral - já estava rompendo os 70km. 




Com a temperatura alta e o tempo seco dos últimos dias a estrada estava dura, como dura foi a vida dos pneus que não paravam de furar...


Conforme íamos avançando a natureza ia se revelando e a paisagem tornava-se mais bonita. 




Em determinado ponto fomos surpreendidos por uma imensa plantação de camomila. Sua fragrância característica tomou conta do lugar e acalmou a galera que já estava começando a ter alucinações com o intenso calor - nesse momento eu achei que estivesse dentro da chácara de chá.


Uma paradinha na vendinha não podia faltar.



Pedalando por mais alguns quilômetros, entre retões, subidas e descidas, pneus furados e um poeirão sem fim, finalmente, avistamos Mandirituba!




Invadimos a pequena cidade e rapidamente paramos para o nosso  merecido e esperado almoço. 

  O Pedrão estava verde de fome e rapidamente agilizou o local em que iríamos almoçar. Um buffet livre era tudo que imaginávamos e precisávamos!






De barriga cheia, partimos para pegada final, com o relógio marcando 13:15hs.

O retorno foi todo feito em asfalto e a rota escolhida foi a movimentada BR-116.

A perigosa e interminável rodovia, aliado ao sol impiedoso castigaram fortemente todos os aventureiros. 
Perto das 16hs, e alguns outros pneus trocados, conseguimos chegar na Linha Verde. Que alegria estar em Curitiba!




De lá, cada um seguiu seu norte e o grupo do Cabral - depois de pedalar mais de 100km - parou para um caldo de cana, a fim de refrigerar o radiador que estava fervilhando.

Em suma, foi um pedal fodox que exigiu muito preparo físico de todos que resolveram encarar o desafio.
 


Dados do Pedal:


Participantes: 17 bikers 
Quilômetros rodados: 115km
Tempo Total: 8hs
Imprevistos: 6 pneus furados
Nível: difícil/fodox
Beleza Natural: 3 estrelas (uma até cinco estrelas) 
Custo: R$ 6,00 (almoço), R$ 3,00 (caldo de cana), R$ 1,50 (água)

terça-feira, 28 de agosto de 2012

3a Etapa Naventura de MTB - Campo Magro

No último domingo (26) a equipe Bicicleta na Veia compareceu reforçada para participar da 3ª etapa do Circuito Naventura de Mtb, com a chegada de Dídio e Ricardo ao time. 



A cidade de Campo Magro foi a escolhida pela organização da prova e os mais de 200 inscritos invadiram a pacata região do Morro da Palha para encarar o desafio.




Os 24,5 km de prova foi um teste fodox para os aventureiros que tiveram que encarar subidas de fritar a musculatura, descidas técnicas que gelavam a alma - até mesmo dos mais destemidos - e um poeirão de sujar os dentes, já que toda a região estava há mais de 15 dias sem ver água do céu.  


Todos esses ingredientes, aliado as pedras soltas do trajeto, tiveram influência decisiva na minha participação. Explico:

Na altura do km 8, depois de uma longa e sinuosa descida, uma curva traiçoeira levou o nosso atleta Dídio a sair da estrada e voar em direção a uma cerca viva de espinhos. Eu, que vinha imediatamente atrás, percebi que o acidente poderia ter sido grave e resolvi parar para ajudá-lo. 
Quando prestava o socorro, eis que novos bikers começaram a passar reto pela curva e um efeito cascata se fez presente. Fiquei muito assustado e não sabia mais a quem ajudar. Só sei que instintivamente comecei a sinalizar a perigosa descida e a socorrer os atletas que estavam em apuros.


Porém, o que me deixo mais preocupado foi a real gravidade do tombo sofrido por um atleta da Sanjo Bike, já que seu capacete estava rachado ao meio, seu rosto todo ensanguentado e sua mão formigando.


Graças ao bom Deus percebi que gradativamente ele estava se restabelecendo e, quando fui informado que o socorro estava a caminho, retomei a prova. Nosso biker Dídio, assim que o retirei dos espinhos, rapidamente retornou para a competição.

Diante desta pausa - que durou uns 15 minutos - optei por curtir a prova ao invés de competir, já que qualquer intenção de pódio estava descartada. 



Com esse novo olhar percebi que o trecho escolhido pela organização era muito bonito, cercado de belas montanhas, cujo ápice foi uma single track - em meio a uma plantação de Pinos - digna de aplausos.




Apesar de todas as dificuldades a equipe Bicicleta na Veia mostrou novamente a sua força conseguindo excelentes resultados nesta difícil e técnica etapa. 

Os resultados do nosso time foram:

Cap. Nascimento -  1º lugar na Categoria 60-64 anos;

Super Kátia - 1º lugar na Categoria 60-69 anos;



Delídio Moreira (Dídio) -  3º lugar na Categoria 50-54 anos



Ângelo  Scucato- 4º colocado na Categoria 45-49 anos;
 Douglas Cardoso- 17º colocado na categoria 35-39 anos.
Eduardo Gilioli- 9º colocado na categoria 25-29 anos;
Ricardo Morato-  5º lugar na Categoria 16-19 anos.
Parabéns a toda equipe Bicicleta na Veia pela bela participação!